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dez legados da grécia
Arquitetura

A característica mais evidente da arquitetura grega é a simetria, expressão máxima da constante busca pela perfeição, equilíbrio e harmonia.  
Ela obedecia a rígidas regras matemáticas, com proporções cuidadosamente calculadas – como a altura e a quantidade de colunas.  
As construções que mais se destacaram pela riqueza de detalhes foram os templos.  
.Na parte de dentro do templo eram colocadas as  esculturas das divindades para que fossem protegidas dos efeitos climáticos. E ao ar livre ficavam os altares onde aconteciam os cultos religiosos.  
As construções não religiosas também eram admiráveis, principalmente os teatros, ginásios e estádios. No centro da cidade ficava a ágora, um espaço aberto rodeado de edifícios públicos.  
A partir do século VII AEC, o uso da pedra talhada e do mármore permitiram dar às construções uma nova dimensão e imponência. Esse aspecto monumental ainda pode ser observado no Partenon de Atenas. 
As colunas arquitetônicas estabeleceram três estilos, ou ordens características:  
Dórica – a mais básica e simples.  
Jônica – leve e graciosa. 
Coríntia – luxuosa e rebuscada, reservada aos palácios. 

Artes Plásticas

A Grécia Antiga deixou como legado um conjunto de manifestações artísticas que incluem a cerâmica, a pintura e a escultura que nos encantam até hoje por sua beleza e perfeição.  
De todos os povos da Antiguidade, os gregos foram os que mostraram a produção artística mais livre.  
A princípio, sofreram influência da arte egípcia, com seus deuses e reis de postura rígida e inatingível.  
Com o tempo, criaram suas próprias representações e passaram a criar  imagens as mais próximas possíveis da realidade.  
E as divindades, que ganharam a aparência de mortais, estão presentes em quase todas as manifestações artísticas. A escultura e a pintura conservadas na cerâmica representam deuses e heróis, numa variedade de mitos.  
Foram os gregos que estabeleceram um conceito de beleza que ainda exerce a sua influência e tem se mantido por mais de 25 séculos.  O belo se baseava em um ideal de perfeição, onde arte e cálculos matemáticos se interligavam em simetria e equilíbrio.  
O artista devia respeitar uma série de princípios ou regras chamadas “cânone”, que estabeleciam as proporções ideais da figura humana.  
Principais nomes: 
Escultura – os principais artistas que se destacaram no Período Clássico foram Fídias, Policleto, Míron, Lisipo, Praxíteles, Policleto
Pintura em cerâmica – Amásis, Exéquias, Epicteto, Eufrônio.

Ciência

A forma inicial de ciência teve origem na Grécia Antiga a partir do século VI AEC, graças aos primeiros filósofos, que também foram chamados de filósofos da natureza ou “pré-cientistas”.  
Por essa época, Ciência, Filosofia, Medicina, Arte e Matemática faziam parte de um mesmo campo de conhecimento, cujo único propósito era a busca da perfeição.   
A Medicina foi a primeira a se separar das teorias filosóficas com um método e um saber próprio.  
Destaques: 
Hipócrates, conhecido como o “pai da Medicina”, no século V AEC.  
O filósofo Pitágoras, considerado um dos fundadores da Matemática, afirmou que “Tudo é número”.  
Na Astronomia, Eudoxo de Cnido foi o primeiro a usar a Geometria para descrever o movimento dos astros.  

Aristóteles, um dos mais conhecidos filósofos gregos, é considerado o precursor da Biologia, pois foi o primeiro pensador a examinar as plantas e os animais. 
O matemático, físico, engenheiro, inventor e astrônomo Arquimedes deu valiosas contribuições para a Física.   

Esporte

O espírito de competição e a importância dada ao exercício físico como parte indispensável da educação representaram inovações exclusivamente gregas.   
Os concursos e competições reuniam ao mesmo tempo o esporte e o espetáculo, representavam um exercício de  cidadania, uma maneira de unir os cidadãos em torno da valorização de um mesmo ideal atlético.  
Um dos fatores para o desenvolvimento do esporte foram os frequentes conflitos entre as cidades-Estado. Para enfrentar uma batalha, o guerreiro devia estar preparado para correr, pular obstáculos e lançar dardos, os mesmos movimentos que estavam presentes nas práticas esportivas. 
A palavra esporte era desconhecida pelos gregos e só apareceu com os ingleses, muito tempo depois. Usavam a palavra ginástica, do grego gymnazein, exercitar-se nu, forma como os atletas competiam. Quem praticava esportes era o atleta, do grego athletes, que significa aquele que compete por um prêmio.   
Os Jogos atléticos representaram a mais alta expressão do espírito esportivo. E, durante o tempo em que duravam as competições, havia uma trégua nas guerras e hostilidades, para que todos pudessem participar e reviver seus ideais de liberdade e igualdade. 

Filosofia

A filosofia, um legado tipicamente grego, nasceu em Atenas no século V AEC, como uma tentativa de compreender o mundo e dar-lhe um sentido através da razão e do conhecimento científico, rompendo pela primeira vez com a crença de que o mundo era regido pelo capricho dos deuses.  
Esse momento só aconteceu porque os gregos se sentiam livres para pensar, investigar e questionar na linguagem da argumentação racional sobre a origem e a ordem do mundo.  
De maneira mais ampla, a filosofia pode ser compreendida como o estudo das questões profundas da existência, tais como: quem somos, de onde viemos, para onde vamos, como o mundo passou a existir, qual é o sentido da nossa vida?  
A palavra filosofia, atribuída a Pitágoras, vem do grego φίλος, philo, amizade, amor e σοφία, sophia, sabedoria. Filosofia é, portanto, amizade pela sabedoria, amor pelo saber.  
Sócrates foi mestre de Platão e este, de Aristóteles. São considerados os três filósofos inauguradores da filosofia.

“Só sei que nada sei” - Sócrates 
“A filosofia começa com a perplexidade” - Platão 
“O sábio não diz tudo o que pensa, mas pensa tudo o que diz” - Aristóteles 

Literatura

A civilização grega foi fundamentalmente oral. A educação era baseada na escuta dos poemas cantados e recitados ao som da lira, em festas populares e festivais religiosos.  
E, através dos cantos, o homem grego aprendia tudo o que devia saber sobre a sua origem, seu mundo, seus deuses, seus heróis. 
Através dos tempos, histórias sobre deuses e heróis foram contadas, geração após geração.  
A literatura grega é admirável pela qualidade técnica, mas o que a mantém eterna e atual é sua profunda humanidade.  
Principais autores: 
Homero - a Ilíada, considerada a primeira fonte escrita do Ocidente, e a Odisseia, são os poemas épicos atribuídos a Homero, e chegaram até nós na íntegra. Narram as aventuras do herói Ulisses e a Guerra de Troia.  
Hesíodo foi quem primeiro organizou os mitos gregos até então espalhados, e lhes deu uma forma escrita. Em seu poema Teogonia, conta a formação do mundo, a genealogia dos deuses, seus conflitos e paixões. Em Os trabalhos e os dias, retrata o mundo dos pequenos camponeses. 
Píndaro, o maior representante da poesia lírica, chamado de “príncipe dos poetas”, louvava os vencedores das competições atléticas.  
Sófocles, Ésquilo e Eurípides foram os grandes nomes da tragédia grega, e suas obras são até hoje encenadas em todo o mundo. 
Platão e Aristóteles deram à literatura filosófica um lugar de destaque.   
Esopo é o maior representante da fábula, que em geral é composta por uma breve narrativa e termina com uma “moral da história”. 

Medicina

De início, a Medicina era baseada em religião e magia, e existiam algumas figuras simbólicas da Mitologia que tinham ligação com a saúde e a cura, como o centauro Quíron, o deus Apolo e seu filho Asclépio (Esculápio).  
Com o surgimento da Filosofia e do pensamento lógico racional, por volta do século VI AEC, a Medicina deixou o campo do misticismo e entrou para o domínio da ciência.  
Hipócrates (460-380 AEC) é considerado o “pai da Medicina”, porque foi o primeiro a diferenciar a Medicina da  crença religiosa. Ainda hoje os médicos e profissionais de saúde fazem o “Juramento de Hipócrates”. 
Ele defendia a ideia de que pensamentos, emoções e sentimentos tinham sua origem no cérebro, e não no coração, como se pensava até então.  
Para Hipócrates e seus seguidores, só era possível a cura do corpo quando primeiro houvesse a cura da mente, ou seja, a mente sã faz o corpo ficar são. 
Em sua obra Da natureza do homem, escreveu: Todas as doenças resultam de causas naturais e devem ser tratadas também de forma natural – alimentação saudável, exercício, dieta, descanso, banhos, ar fresco, massagens, música e convivência com amigos.  
Conhecia os efeitos preventivos da alimentação e afirmou: “Que o seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja sua medicina”.

Música

Os gregos estabeleceram as bases para a cultura musical do Ocidente. A própria palavra música nasceu na Grécia; Mousikê significa “a arte das Musas“, e incluía também a poesia e a dança.  
Aprender a cantar e a tocar instrumentos era parte essencial da educação grega. Platão, em um de seus diálogos, indicou: “ginástica para o corpo e música para a alma”. Os mitos eram recitados ou cantados para serem mais facilmente memorizados. 
A música, acompanhada por cantos e danças, fazia parte da vida cotidiana, estava presente nas festas, jogos, peças teatrais, cerimônias, funerais e combates.  
Embora os sons da antiga Grécia tenham sido perdidos, as várias fontes escritas e partes de instrumentos musicais encontrados nas escavações arqueológicas revelaram importantes fatos sobre o seu papel na sociedade grega.  
Graças a todos esses fatores foi possível reconstituir parte da melodia e harmonia características da música grega antiga.  
Os instrumentos mais conhecidos são: a lira, a cítara, a flauta e a harpa.  

Política

A Grécia estava dividida em várias cidades-Estado, as pólis, independentes entre si. Cada uma dessas cidades tinha sua própria forma de governo, suas próprias leis e moedas. Apesar de falarem a mesma língua e acreditarem nos mesmos deuses, eram rivais e guerreavam entre si.  
As pólis mais importantes foram: Atenas e Esparta. 
As principais formas de governo foram: Monarquia, Oligarquia, Tirania e Democracia. 
Monarquia – modelo mais antigo de governo. A autoridade estava nas mãos de um só, o rei, que também era o representante dos deuses. O trono era transmitido por hereditariedade e em caráter vitalício. 

Oligarquia – governo de poucos, em que um reduzido grupo de pessoas concentra o poder do Estado.  

Tirania – surgiu na época clássica e arcaica em tempos de crise, quando um cidadão, geralmente aristocrata, tomava o poder. 
 
Democracia 
Surgiu em Atenas, no século V AEC, uma concepção inédita de que a sociedade poderia funcionar melhor se todos os cidadãos participassem das decisões políticas de seu Estado.  
A democracia ateniense estabeleceu que os cidadãos eram iguais diante da lei. No entanto, essa igualdade valia apenas aos considerados cidadãos, ou seja, aos homens maiores de 18 anos que fossem nascidos em Atenas e tivessem pai e mãe atenienses. Com isso eram excluídos escravos, estrangeiros e mulheres.  
Mas, apesar de não ser perfeita, a democracia ateniense simbolizou o sentimento de igualdade e liberdade.   
Os gregos respeitavam a lei e a ordem. Eles valorizavam a liberdade e não eram tolerantes com a corrupção e nem com aqueles que não demonstrassem interesse pela sua cidade. 
A palavra democracia vem do grego demo, povo e kracia, governo. 

Teatro

O teatro surgiu por volta do século V AEC em Atenas, como parte dos festivais em honra a Dioniso, deus do vinho.  
Com o tempo, as encenações deixaram de lado o aspecto religioso e se voltaram para os conflitos humanos.  
Os dois gêneros teatrais básicos eram a tragédia e a comédia.  
A tragédia (gr. τραγῳδία), encenação de realidades dolorosas, tinha como tema principal o mito. Mostrava a fragilidade humana frente ao implacável destino. 
A comédia (gr. κωμῳδία), apresentava o indivíduo de forma caricata, para criar situações engraçadas e, através delas, criticar os governantes e os costumes decadentes da época.  
Ninguém escapava da zombaria – nem deuses, nem mortais. Claro que essas críticas só foram possíveis graças à total liberdade de expressão trazida pela democracia.No teatro grego os atores eram todos homens, até mesmo nos papéis femininos, e usavam máscaras que variavam de acordo com os personagens.  
As máscaras eram maiores do que a face do ator e com traços acentuados, para dar a aparência que o papel exigia, e para que assim o público pudesse compreender o caráter do personagem. Também tinham a função de ampliar a voz, fazendo com que o som se propagasse por todo o anfiteatro. 

As apresentações, feitas durante o dia e ao ar livre, eram muito populares e faziam parte da educação.  

Anfiteatro vem do grego amphitheatron: amphi significa dos dois lados e theatron, o lugar de onde se vê. Ou seja, anfiteatro é um local de espetáculo, com o público posicionado em ambos os lados do palco. 

Os principais autores foram: na tragédia, Sófocles, Eurípedes e Ésquilo; e Aristófanes na comédia.  
Há mais de 2.500 anos suas obras continuam sendo encenadas e ainda inspiram escritores de todo o mundo. 

Zeus

Júpiter para os romanos. Deus dos deuses e dos homens, divindade suprema do Universo. Senhor da chuva, dos raios, trovões e fenômenos atmosféricos. Filho mais novo de Crono e Reia.      

Poseidon

Netuno para os romanos. Deus dos mares, dos maremotos e terremotos. Filho de Crono e Reia. 

Apolo

Febo para os romanos. Deus do Sol, da luz, da música, das artes, das profecias, da cura. Filho de Zeus e Leto, irmão gêmeo de Ártemis. 

Afrodite

Vênus para os romanos. Deusa do amor e da beleza. Filha de Zeus e Dione de acordo com uma versão, ou da espuma do mar, de acordo com outra. 

Héstia

Vesta para os romanos. Deusa da castidade, do fogo, da lareira. Fiha de Crono e Reia.

Hermes

Mercúrio para os romanos. Mensageiro dos deuses. Deus da comunicação, do comércio, dos ladrões. Protegia os viajantes e os mercadores. Conduzia os mortos para o mundo subterrâneo. Inventor da lira. Filho de Zeus e Maia. 

Hera

Juno para os romanos. Esposa de Zeus, deusa do casamento e das uniões legítimas. Filha de Crono e Reia.

Hefesto

Vulcano para os romanos. O aleijado protetor dos ferreiros, deus do fogo, das forjas e dos vulcões. Filho de Zeus e Hera.

Hades

Plutão para os romanos. Deus dos mortos, do mundo subterrâneo e da riqueza escondida na terra. Filho de Crono e Reia. 

Dioniso

Baco para os romanos. Deus do vinho, da embriaguez, do êxtase e do entusiasmo. Filho de Zeus e uma mortal, Sêmele. 

Deméter

Ceres para os romanos. Deusa da fertilidade, da agricultura, dos cereais, do grão e da colheita. Filha de Crono e Reia. 

Atená

Minerva para os romanos. Deusa da sabedoria e da estratégia guerreira. Protetora dos heróis e artesãos. Filha de Zeus e sua primeira esposa, Métis. 

Ártemis

Diana para os romanos. Deusa protetora da caça, da natureza selvagem. Mais tarde associada à Lua. Filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo. 

Ares

Marte para os romanos. Deus da guerra, da destruição e da violência, não das batalhas heroicas. Filho de Zeus e Hera. 

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